quinta-feira, março 26, 2009

The Host


“É só o corpo”, eu repeti.
“Isso não é absolutamente verdade,” ele discordou. “Não é o seu rosto, mas a expressão nele. Não é a voz, mas o que você diz. Não é como você parece nesse corpo, mas as coisas que você faz com ele.
Você é linda.”
Wanderer e Ian em The Host (tradução livre).


A ideia de alienígenas dominando o planeta Terra não é novidade para ninguém. Eles viriam, matariam os seres humanos, ou se apossariam de seus corpos, e se apropriariam de nossas riquezas. Em resumo, eles destruiriam o planeta completamente e iriam embora, devolvendo os poucos seres humanos sobreviventes à idade da pedra.
Mas, e se os alienígenas fossem pacíficos e não quisessem destruir a Terra? E se eles estivessem lá em cima, nos observando a tempo suficiente para decidir que nós não merecemos tudo o que esse planeta nos dá de graça? Eles teriam conseguido alguma forma de acompanhar nossos jornais e visto as notícias que somos obrigados a ver todos os dias. Vocês conseguem imaginar a surpresa quando descobrissem que nossas crianças são violadas, que pais matam seus filhos e filhos matam seus pais? Eles talvez não entendessem que essas notícias são a excessão e não a regra. Seria tão errado assim tomar os corpos desses humanos monstruosos e viver nesse planeta tão rico, extinguindo a violência e reabilitando o meio-ambiente?
Wanderer é um desses alienígenas chamados de almas. Ela foi colocada no corpo de uma rebelde humana para penetrar os seus pensamentos e descobrir o esconderijo dos últimos humanos ainda vivos no planeta Terra. No entanto, esse corpo chamado Melanie não age como o esperado. O corpo não desiste, os pensamentos de Melanie não somem e ela não entrega os segredos, apenas memórias que fazem Wanderer sentir coisas que nunca havia experimentado antes, em nenhuma de suas sete vidas anteriores. Será que esses humanos, que podem amar tão incondicionalmente, são realmente tão assustadores quanto as almas pensam?
Através das lembranças de Melanie, Ela conhece Jared e Jamie (o primeiro sendo o grande amor da rebelde e o segundo o irmão, por quem ela daria sua vida) e decide descobrir se eles ainda estão vivos e, o mais importante, se ainda são humanos. É nessa busca que ela encontra um refúgio de humanos em que a grande maioria quer matá-la e poucos outros que desejam manter o corpo de Melanie vivo. Eles nunca acreditariam que a mente de Melanie ainda está viva dentro de Wanderer. Ou acreditariam?

Não tenho como me enganar, gostei mais desse livro do que do próprio Crepúsculo. Eu não estava preparada para tudo o que esse livro é, toda a reflexão que ele te obriga a ter. Eu já tinha pensado muitas vezes em como damos esse planeta por garantido. Temos tudo e só tiramos e tiramos. Quando damos alguma coisa em troca? Nem consigo assistir aos jornais e ver tudo o que os somos capazes de fazer. Sinceramente, apesar de não achar certo, entendo o que levou as almas a acharem que seria melhor erradicarem os seres humanos do que os deixar destruindo seu próprio planeta para sempre.
Além disso, há a mente da Wanderer, a descoberta do que é o amor humano. Para as almas, o amor é uma coisa geral, eles todos se amam, sentir o que a Melanie sente pelo Jared é informação demais para "Wanda". Ela sente o calor, o desejo, a necessidade com que o seu corpo pede pelo do outro humano, mas não consegue realmente entender o que está acontecendo.
Ian é com certeza o meu personagem favorito no livro. Ele é o primeiro a questionar o que é ser um humano e descobrir que Wanderer se encaixa na sua descrição com honrarias.
Leiam, questionem-se e postem o que vocês acharam aqui. Eu vou estar esperando!


Em The Host, o planeta Terra está a ser invadido por um inimigo invisível. Os humanos estão a ser transformados em hospedeiros dos invasores, com as suas mentes expurgadas, enquanto o corpo permanece igual e a vida prossegue sem qualquer mudança aparente. A maior parte da humanidade não consegue resistir.
No entanto, quando Melanie é capturada, um dos poucos humanos indomáveis, ela tem a certeza de que chegou o fim. Wanderer, a alma invasora a quem o corpo de Melanie é entregue, foi avisada sobre o desafio de viver no interior de um humano: emoções avassaladoras, excesso de sentidos, recordações demasiado presentes. Mas existe uma dificuldade com que Wanderer não conta: o anterior dono do corpo combate a posse da sua mente.
Wanderer esquadrinha os pensamentos de Melanie, na esperança de descobrir o paradeiro da resistência humana. Melanie inunda-lhe a mente com visões do homem por quem está apaixonada - Jared, um sobrevivente humano que vive na clandestinidade. Incapaz de se libertar dos desejos do seu corpo, Wanderer começa a sentir-se atraída pelo homem que tem por missão denunciar. No momento em que um inimigo comum transforma Wanderer e Melanie em aliadas involuntárias, as duas lançam-se numa busca perigosa e desconhecida do homem que amam.

quarta-feira, março 25, 2009

Selinhos e carinhos




Que semana feliz!!! Ganhei um selinho e um selimême da Vivi Bastos do Romance Gracinha!!!

Pelo selimême, eu devo escrever 8 características minhas e convidar 8 pessoas pra fazer o mesmo.
Pelo selinho eu deveria indicar 15 blogs, mas não acompanho 15, pelo menos não ainda. Então eu decidi indicar 8, que servem para os dois prêmios :)


1) A coisa mais importante da minha vida são os meus amigos. Não viveria sem eles nem por um dia!

2) Já sofri muito com a timidez, agora faz parte do meu charme. hehehehe...

3) Tenho que me esforçar pra não gastar mais do que ganho em coisinhas bonitinhas, como bijus, bolsas e sapatos. Por isso, não tenho cartão de crédito, acho que acabaria igual a Becky Bloom.

4) Sou vegetariana há uns 5 anos. Não sinto falta de carne e amo como os meus amigos me apoiam. Se tem churrasco na casa de algum deles, sempre tem alguma coisinha extra pra mim tb :)

5) Sou capista e diagramadora de livros. Fui eu quem fiz a capa do livro A Rosa do Inverno que a Vivi elogiou no Romance Gracinha. Tá o meu nome lá nos créditos!

6) Eu pulo de alegria quando tem um comentário novo no blog! Imagina como fiquei quando ganhei o selinho e o meme?

7) Quando eu leio um romance que me faz sentir muitas emoções, normalmente nas cenas de despedida ou reencontro, o tendão meu braço direito dói. Parece surreal mas é verdade.

8) Tenho tendência a acreditar em conspirações. Quanto mais maluca, melhor. Ninguém me convenceu ainda que o Acre existe!

Esses Blogs maravilhosos merecem uma visita diária!!!


Romance Gracinha
Um livro no chá das cinco
Jane Austean Club
Monalisa de Pijamas
Nossos Romances
Lilith
Literatura de mulherzinha
Blog do PDL

Muito obrigada, Vivi!!!!!!!!!

sexta-feira, março 20, 2009

Jinx - Sorte ou Azar



Oh, vamos encarar. Claro que ele gostava de outra garota. Mas eu já estava perdida de qualquer forma. Ele me teve em “eu gosto de focas”.
Jean em Jinx – Sorte ou Azar (tradução livre).


Jean é uma garota com “deficiência de boa sorte”. Ela simplesmente não consegue dar uma dentro. No dia de seu nascimento um raio atingiu o hospital, causando um blecaute e vários pacientes tiveram de ser transferidos de helicóptero para o hospital mais próximo. O fato de ela ser descendente de uma bruxa não parece ajudar em nada.
Fugindo de um perseguidor apaixonado, Jean tem que sair escondida de Iwoa e ir morar em NY com os tios, mas acaba se enfiando em um problema ainda pior, sua prima psicótica está empenhada em destruir sua vida. Ela vai ter que abraçar sua descendência atípica se quiser se defender da aspirante de bruxa, Tori. Mas será que ela consegue?
Sou fã de carteinha de Meg Cabot. Li quase todos os livros da série O Diário da Princesa (menos o último: Princesa Mia), além dos romances adultos como A Rosa do Inverno e Tamanho 42 Não é Gorda. Ela é uma inspiração no meu sonho de ser escritora.
Não larguei o livro do começo ao final. Adoro ler romances adolescentes, eles parecem rejuvenescer o coração!
Shawn, o garoto por quem Jean e Tori brigam durante toda a trama, é tão fofo e adorável como os namorados das gemêas Olsean em seus filmes da Disney. A au-pair, Petra, é a amabilidade em pessoa. E até a patricinha Charlene é uma garota adorável.
Terminei o livro com um aperto por ter de deixá-los ir, mas já encontrei novos amigos-personagens dos quais quero falar aqui assim que conseguir. Esperem e verão.

A falta de sorte parece perseguir Jinx onde quer que ela vá - e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York. Talvez, do outro lado do país, Jinx consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas logo ela percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro... Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá-la?

quinta-feira, março 05, 2009

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - O Filme




Confesso que tenho medo de trailers, eles tendem a mostrar todas as melhores partes do filme. Mas não resisti a esse e adorei! Assistam e comentem.




O que vocês acharam da escolha dos atores? Eu adorei a Isla Fisher como Becky!

quarta-feira, março 04, 2009

Os Delírios de Consumo de Becky Bloom




As pessoas vão se referir a mim como a Garota da Echarpe Denny and George. (...) Por favor, Deus, por favor, permita que eu tenha aquela echarpe.
Becky Bloom em Os Delírios de Consumo de Becky Bloom.


Becky Bloom é uma jornalista especializada em mercado financeiro, o que torna ainda mais assustador o tamanho da dívida em que ela se enfiou no cartão de crédito. É só ver uma placa com “desconto” em letras grandes que seu coração acelera e ela simplesmente tem de levar alguma coisa! Afinal, ela vai economizar 50% e, convenhamos, é um investimento pessoal e profissional estar sempre o mais elegante possível.
Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é um dos meus chicklit favoritos. É como se você não tivesse um momento pra respirar entre uma trapalhada da Becky e outra, seja por causa de sua compulsão por compras, da corrida na direção oposta aos seus credores, ou ainda, por Luke Brandon, um empresário super bem-sucedido por quem ela está caidinha.
As cartas trocadas entre ela e as empresas de cobrança e bancos são uma diversão à parte. Hilárias e inteligentes, fazem pensar se a própria Sophie Kinsella já não foi obrigada a recorrer as estratégias econômicas de Becky Bloom.
Mais do que um “vale a pena ler”, é indispensável para as fãs do gênero. E o melhor, o filme baseado no livro tem estréia programada para dez de abril desse ano! Espero, sinceramente, que o filme seja tão bom quanto o livro.
Algumas fotos do filme para aguçar ainda mais a curiosidade:



© Touchstone Pictures, Jerry Bruckheimer Films


Rebecca Bloom é uma garota londrina com um péssimo hábito. É uma consumidora compulsiva. Apesar de ser uma jornalista especializada em mercado financeiro, não consegue controlar as próprias finanças. Endividada até a alma, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito.
E ainda encontra tempo para se apaixonar.

terça-feira, março 03, 2009

O Vampiro Armand



" Se sou um anjo... pinte-me de asas negras"
Armand em O Vampiro Armand.


Se você assistiu ao filme Entrevista com o Vampiro, deve ter a imagem de Armand como o Antônio Banderas enfeitado com o cabelo mais estranho de sua carreira. Esta caracterização do personagem não poderia estar mais longe de sua aparência nos livros de Anne Rice.
Armand é um jovem de 17 anos, ou pelo menos foi nessa idade em que sua aparência se congelou para sempre. Com a pele clara e lisa, nenhum pelo no rosto e lindos cachos ruivos, sua semelhança com um anjo de Botticelli é exaltada em todos os livros.
Não culpo o filme por tê-lo feito mais adulto e másculo, afinal, eles não tinham o tempo necessário para contar sua história. Não se poderia simplesmente colocar uma criança, com feições delicadas e femininas, tendo todo o poder do vampiro Armand.
Na verdade, é somente neste livro que realmente o conhecemos. Em O Vampiro Armand somos apresentados à sua infância (ele quase se tornou um sacerdote enterrado vivo!), sabemos como ele foi parar nas mãos de Marius, os motivos pelos quais foi trazido para a imortalidade tão cedo, porque se juntou a seita do cemitério e, o mais importante, como ele sobreviveu ao sol em que se expôs ao final de Memnoch. Sua história é inacreditavelmente triste.
Eu, sinceramente, considerava Armand um maluco. Porque outro motivo alguém se converteria a uma crença que acredita que vampiros são seres criados pelo demônio sendo você um sugador de sangue? Não que esse livro tenha me feito mudar de idéia, mas com certeza eu o entendo muito melhor agora.
Só um aviso para os fãs das crônicas vampirescas, não leiam esse livro antes de Memnoch (o melhor da série, até agora...), porque contém sérios spoilers.

O sedutor Armand, que despontou em Entrevista com o vampiro, hoje um clássico do horror gótico, retorna para contar sua fascinante trajetória de vida em mais um episódio das Crônicas Vampirescas. Tudo começa onde o romance Memnoch (quinto livro da série) termina. Vampiros do mundo inteiro estão reunidos em torno de Lestat, prostrado no chão de uma catedral, não se sabe se morto ou em coma. Enquanto reflete sobre a condição de Lestat, Armand é convidado pelo jornalista David Talbot para contar a sua vida.