terça-feira, agosto 27, 2013

Precisamos falar sobre o Kevin



Por baixo de toda essa fofurice que eu sou (rs), existe uma atração irresistível pelo obscuro. Amo livros e filmes de terror e de suspense psicológico. A mente dos psicopatas e serial killers me atrai de um jeito que nem consigo explicar. Talvez por ser uma pessoa cheia de emoções, a ideia de alguém que simplesmente não as tenha parece incrível.
E foi saindo de um chicklitt fofinho, que achei que precisava de uma história mais densa pra balancear o nível de glicose no sangue.
Precisamos Falar Sobre o Kevin já virou filme, mas eu não assisti. A promessa de que o livro é sempre melhor do que sua versão na tela do cinema, ainda mais quando podemos entrar na mente de uma personagem tão interessante, não me deixou comprar um ingresso na época do lançamento. E não me arrependo nem um pouco.
Apesar do que pensei, não foi na mente do Kevin que eu mergulhei, mas na mente de sua progenitora. A mulher que trouxe ao mundo esse adolescente que matou nove pessoas selecionadas dentro de seu colégio.
Eva, a mãe de Kevin, escreve cartas de desabafo, lembranças, saudade e acusação para Franklin, o pai dele. No conteúdo dessas, conhecemos mais sobre a mulher que amamentou, trocou as fraldas e aguentou as crises de choro de uma criança má. Sim, má desde o início. 
Foi no meio da leitura que entendi o porque psicopatas são malvados. Obviamente já está certo de que o são, mas porque? Vou explicar melhor. Psicopatas não tem sentimentos como a grande maioria de nós, por não ter sentimentos, eles não tem empatia. Sabe aquele aperto no peito quando vemos uma pessoa querida sofrendo? A dor "psicológica" que sentimos quando o personagem de um filme é atropelado e jogado no ar? A alegria que sentimos quando nossa melhor amiga anuncia que vai se casar? Pois, é. Os psicopatas não sentem isso. Nem o bom, nem o ruim.
Fazer alguém sorrir, não significaria nada para alguém sem sentimentos, então porque fazer sofrer significaria algo? Porque sofrer é mais forte. As partes felizes nós esquecemos rápido demais. As tristes demoram, queimam, e irradiam sua dor por muito mais tempo. 
Ver alguém feliz e pensar "não me sinto da mesma forma" é ruim, mas ver alguém sofrer e pensar que não é com vc é bom. Sem a empatia é só uma brincadeira. Ou melhor, as pessoas são só um brinquedo. Uma forma de passar o tempo nesse mundo entediante e sem cor.
O livro é incrível e recomendo para todos os que gostam desse gênero. Muito boa leitura!

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